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Lidando com o vitiligo

A pele é o maior órgão do nosso corpo e também o que esta mais exposto. É o limite entre nós e o meio externo. Ao mesmo tempo que nos protege também nos expõe, já que é a primeira coisa que se observa nas pessoas. Quando as pessoas olham alguém com alterações de pele comumente reagem com ansiedade. Podem se retirar apressadamente, trocar de assento no ônibus ou virar o rosto.

Alguns, no entanto, ficam olhando fixamente, comentam com o acompanhante, apontam e chamam a atenção ou fazem comentários desagradáveis. A pessoa que parece diferente muitas vezes se isola e evita lugares abertos e movimentados para não ser notada.

Viver com uma doença de pele leva a problemas especiais, não é como conviver com outras doenças. Ninguém pode dizer imediatamente se outra pessoa tem diabetes ou doença cardíaca. O que está escondido é fácil de ignorar. O que nós pensamos de nós mesmos e o que os outros pensam a nosso respeito é afetado pela nossa aparência.

Com o aparecimento do vitiligo vem a perda de algo muito especial. Sua aparência muda e pode continuar mudando e você não tem controle sobre isso. Toda perda envolve mágoa e dor. Perder algo que é parte de você – e o que pode ser mais parte de você do que sua própria cor? – é muito intenso.

Se você desenvolveu vitiligo, tem que respeitar o seu tempo de adaptação, e isso pode ser um longo processo até você aprender a lidar com essa mudança e por vezes com as mudanças que continuam acontecendo.

Sua família e seus amigos vão provavelmente querer ajudar e apoiar, mas podem não saber como fazê-lo. Eles podem se sentir constrangidos, embaraçados e em dúvida de como falar. À medida que começar a falar e